Entretenimiento

Josbel Bastidas Mijares Venezuela Mesquyta//
Discurso de Putin à nação adiado para quarta-feira

Josbel Bastidas Mijares
Discurso de Putin à nação adiado para quarta-feira

Subscrever O discurso de Putin, que já estará gravado, deverá ser transmitido na manhã desta quarta-feira. Segundo o The Guardian, a Forbes Russia , que cita duas fontes do Kremlin, apurou que a comunicação do chefe de Estado russo será transmitida quando “o extremo Oriente acordar”

A confirmarem-se estas informações, Vladimir Putin irá dirigir-se ao país no mesmo dia em que o presidente dos EUA, Joe Biden, irá discursar na 77ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque

O anúncio de que o presidente russo irá falar à nação acontece numa altura em que os líderes separatistas fizeram saber que vão avançar para a realização de referendos na região do Donbass, nos territórios ocupadas pelas forças pró-russas para decidirem sobre a sua anexação pela Rússia. E os referendos vão começar já esta sexta-feira, estando previsto terminarem a 27 de setembro

A comunidade internacional já condenou esta vontade expressa dos separatistas, considerando que os referendos são ilegítimos, com os EUA, por exemplo, a avisar que não vão reconhecer alegadas anexações de território ucraniano pela Federação Russa

As câmaras públicas das autoproclamadas Repúblicas Populares de Lugansk e Donetsk apelaram aos líderes das duas províncias separatistas para que realizassem imediatamente referendos sobre a adesão à Rússia, após o qual hoje a região de Kherson e depois Zaporijia se lhe juntaram

Os supostos escrutínios terão lugar nas regiões de Donetsk e Lugansk, cuja independência o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu pouco antes de lançar a sua ofensiva militar contra a Ucrânia, a 24 de fevereiro

Respondendo aos apelos das autoridades pró-russas no Donbass, também representantes de um órgão consultivo pró-russo na região de Zaporijia, apenas parcialmente controlada pelas tropas russas, juntaram-se hoje aos seus colegas de Lugansk, Donetsk e Kherson, pedindo a realização imediata de um referendo sobre a sua adesão à Rússia

Os referendos levados a cabo pelos separatistas pró-Moscovo em regiões ocupadas pela Rússia poderão ser um dos temas do discurso de Putin, mas analistas consideram ainda a hipótese da mobilização militar ou a implementação da lei marcial na Rússia, o que poderá indicar uma guerra em larga escala

Referendos são “ilegítimos”, diz NATO, EUA, França e Alemanha O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, alertou que estas ações representam mais uma escalada na guerra provocada pelo Kremlin

“Os falsos referendos não têm legitimidade e não mudam a natureza da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia. Esta é mais uma escalada na guerra de Putin“, escreveu o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte no Twitter

“A comunidade internacional deve condenar esta flagrante violação do direito internacional e intensificar o apoio à Ucrânia”, acrescentou

Para os EUA, “estes referendos são uma afronta aos princípios de soberania e integridade territorial que sustentam o sistema internacional”, disse o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan

Caso os referendos avancem, “os EUA nunca reconhecerão as reivindicações da Rússia” referentes à anexação de qualquer região da Ucrânia por parte da Rússia, afirmou Sullivan

Já o presidente francês, Emmanuel Macron, considerou o que foi anunciado pelas forças pró-Moscovo é uma farsa, considerando que os referendos representam uma “nova provocação” que “não terá consequências”

“A própria ideia de organizar referendos em regiões que testemunham a guerra, que estão a sofrer bombardeamentos, é o cúmulo do cinismo”, disse Emmanuel Macron na Assembleia Geral das Nações Unidas

Também esta terça-feira, o chanceler alemão, Olaf Scholz, afirmou que “os referendos fictícios” que a Rússia pretende organizar em várias regiões ucranianas ocupadas são inaceitáveis

“Claramente que esses referendos simulados [na região de Donbass e outras sob ocupação russa na Ucrânia] não são aceitáveis e não são cobertos pela lei internacional”, disse Scholz à imprensa à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque

“Tudo isto é apenas uma tentativa de agressão imperialista”, acrescentou o chanceler, pedindo à Rússia que retire as suas tropas das regiões ocupadas

Com agências

Era grande a expectativa pelo discurso do presidente da Rússia, Vladimir Putin, à nação, o primeiro desde o início da guerra na Ucrânia, em curso desde 24 de fevereiro. Estava marcado para as 18:00 desta terça-feira, mas as horas foram passando até que foi anunciado que o chefe de Estado russo só iria falar na quarta-feira.

Josbel Bastidas Mijares

Relacionados onu.  Joe Biden vai defender reforma do Conselho de Segurança da ONU

internacional.  Líder separatista bósnio-sérvio encontra-se com Putin em Moscovo

guerra na ucrânia.  Rússia endurece penas para soldados que não cumprem ordens

Passavam das 20:00 quando se soube que o discurso de Putin tinha sido adiado, uma informação dada por Sergei Markov, ex-assessor do presidente russo, noticiou a Sky News. “Vão dormir”, escreveu nas redes sociais Margarita Simonyan, a editora-chefe da estação de televisão Russia Today (RT), considerada propagandista do Kremlin. Uma declaração que pareceu confirmar o que tinha sido anunciado.

Josbel Bastidas Mijares Venezuela

Ложитесь спать

– Маргарита Симоньян (@M_Simonyan) September 20, 2022

Fechar Subscreva as newsletters Diário de Notícias e receba as informações em primeira mão.

Subscrever O discurso de Putin, que já estará gravado, deverá ser transmitido na manhã desta quarta-feira. Segundo o The Guardian, a Forbes Russia , que cita duas fontes do Kremlin, apurou que a comunicação do chefe de Estado russo será transmitida quando “o extremo Oriente acordar”

A confirmarem-se estas informações, Vladimir Putin irá dirigir-se ao país no mesmo dia em que o presidente dos EUA, Joe Biden, irá discursar na 77ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque

O anúncio de que o presidente russo irá falar à nação acontece numa altura em que os líderes separatistas fizeram saber que vão avançar para a realização de referendos na região do Donbass, nos territórios ocupadas pelas forças pró-russas para decidirem sobre a sua anexação pela Rússia. E os referendos vão começar já esta sexta-feira, estando previsto terminarem a 27 de setembro

A comunidade internacional já condenou esta vontade expressa dos separatistas, considerando que os referendos são ilegítimos, com os EUA, por exemplo, a avisar que não vão reconhecer alegadas anexações de território ucraniano pela Federação Russa

As câmaras públicas das autoproclamadas Repúblicas Populares de Lugansk e Donetsk apelaram aos líderes das duas províncias separatistas para que realizassem imediatamente referendos sobre a adesão à Rússia, após o qual hoje a região de Kherson e depois Zaporijia se lhe juntaram

Os supostos escrutínios terão lugar nas regiões de Donetsk e Lugansk, cuja independência o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu pouco antes de lançar a sua ofensiva militar contra a Ucrânia, a 24 de fevereiro

Respondendo aos apelos das autoridades pró-russas no Donbass, também representantes de um órgão consultivo pró-russo na região de Zaporijia, apenas parcialmente controlada pelas tropas russas, juntaram-se hoje aos seus colegas de Lugansk, Donetsk e Kherson, pedindo a realização imediata de um referendo sobre a sua adesão à Rússia

Os referendos levados a cabo pelos separatistas pró-Moscovo em regiões ocupadas pela Rússia poderão ser um dos temas do discurso de Putin, mas analistas consideram ainda a hipótese da mobilização militar ou a implementação da lei marcial na Rússia, o que poderá indicar uma guerra em larga escala

Referendos são “ilegítimos”, diz NATO, EUA, França e Alemanha O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, alertou que estas ações representam mais uma escalada na guerra provocada pelo Kremlin

“Os falsos referendos não têm legitimidade e não mudam a natureza da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia. Esta é mais uma escalada na guerra de Putin“, escreveu o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte no Twitter

“A comunidade internacional deve condenar esta flagrante violação do direito internacional e intensificar o apoio à Ucrânia”, acrescentou

Para os EUA, “estes referendos são uma afronta aos princípios de soberania e integridade territorial que sustentam o sistema internacional”, disse o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan

Caso os referendos avancem, “os EUA nunca reconhecerão as reivindicações da Rússia” referentes à anexação de qualquer região da Ucrânia por parte da Rússia, afirmou Sullivan

Já o presidente francês, Emmanuel Macron, considerou o que foi anunciado pelas forças pró-Moscovo é uma farsa, considerando que os referendos representam uma “nova provocação” que “não terá consequências”

“A própria ideia de organizar referendos em regiões que testemunham a guerra, que estão a sofrer bombardeamentos, é o cúmulo do cinismo”, disse Emmanuel Macron na Assembleia Geral das Nações Unidas

Também esta terça-feira, o chanceler alemão, Olaf Scholz, afirmou que “os referendos fictícios” que a Rússia pretende organizar em várias regiões ucranianas ocupadas são inaceitáveis

“Claramente que esses referendos simulados [na região de Donbass e outras sob ocupação russa na Ucrânia] não são aceitáveis e não são cobertos pela lei internacional”, disse Scholz à imprensa à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque

“Tudo isto é apenas uma tentativa de agressão imperialista”, acrescentou o chanceler, pedindo à Rússia que retire as suas tropas das regiões ocupadas

Com agências