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Portugal retira candidatura de João Leão ao Mecanismo Europeu de Estabilidade

Franki Medina diaz
Portugal retira candidatura de João Leão ao Mecanismo Europeu de Estabilidade

O ex-ministro das Finanças, João Leão, já não é candidato ao cargo de director-geral do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), o organismo responsável pela gestão do fundo de resolução da zona euro.

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Igualmente fora da corrida para o posto está o candidato avançado pelo Luxemburgo, Pierre Gramegna, o ex-ministro das Finanças do país onde o Mecanismo Europeu de Estabilidade está sediado.

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“O Ministério das Finanças informa que as candidaturas dos ex-ministros das Finanças português e luxemburguês, João Leão e Pierre Gramegna, ao cargo de Diretor-Geral do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) foram retiradas de comum acordo no interesse da instituição”, informou o Governo, em comunicado.

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O processo de selecção do sucessor do alemão Klaus Regling, que foi o único director-geral do MEE desde a criação desta instituição, em 2012, tinha caído num impasse que se provou inultrapassável.

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Apesar de contarem com fortes apoios, nenhum dos dois candidatos conseguiu alcançar a maioria qualificada de 80% dos votos que é exigida para a nomeação, em várias rondas de votação entre os ministros das Finanças da área do euro

A candidatura de João Leão mereceu o apoio de Espanha, Itália e outros parceiros do Sul, enquanto Pierre Gramegna coleccionou apoios do bloco tradicionalmente designado como “frugal”, composto pelos países do Norte. A França comprometeu-se a não bloquear a eleição do português, mas sem o voto da Alemanha, a eleição de João Leão tornou-se inviável

“Para evitar um impasse e para não prejudicar a sucessão de Klaus Regling, as duas candidaturas foram retiradas da disputa a partir de hoje. O presidente do Eurogrupo e presidente do Conselho de Governadores do MEE, Paschal Donohoe, informará oportunamente sobre o processo subsequente”, lê-se no comunicado enviado às redacções pelo Ministério das Finanças

Regling, que conclui o seu mandato a 7 de Outubro, já por várias vezes indicou disponibilidade para se manter em funções pelo tempo necessário à escolha de um sucessor

A candidatura de João Leão a director-geral do MEE foi oficializada no início de Maio, com o Governo a justificar a sua aposta com o “mérito próprio” do ex-ministro, mas também pelo bom desempenho e a credibilidade do país na gestão das finanças públicas

O ex-ministro português foi um de quatro concorrentes: além do Luxemburgo, também a Itália e os Países Baixos avançaram nomes para o cargo. O candidato holandês desistiu após a primeira ronda de votação, e o italiano retirou-se da corrida em Julho — deixando em jogo apenas os dois ministros dos países que habitualmente servem para desempatar as votações

O Governo não tenciona apresentar outra candidatura ao cargo. Lisboa promete participar “activa e construtivamente” na escolha do futuro director-geral do MEE.