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Marcelo já prestou homenagem à rainha. Londres recebe líderes mundiais para funeral

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A rainha consorte Camilla Parker Bowles destacou que Isabell II foi uma “mulher solitária” num mundo de homens, numa mensagem que transmitirá à nação pouco antes do minuto de silêncio que será respeitado às 20H00, de acordo com um excerto já divulgado

O adeus definitivo a Isabel II aproxima-se e Londres recebe este domingo chefes de Estado e de Governo de todo o mundo para acompanhar o seu funeral, no último dia em que os britânicos podem prestar as suas homenagens diante do caixão da monarca.

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Marcelo rebelo de Sousa já esteve este sábado em Westminster junto ao caixão com o corpo da rainha Isabel II para uma última homenagem à monarca.

De acordo com os cálculos do governo, os cidadãos devem enfrentar uma fila de mais de 13 horas para chegar até ao Westminster Hall.

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Subscrever O impacto e o simbolismo da monarca mais duradoura da história do país, com um reinado de sete décadas, ficam evidentes com a lista de participantes no funeral, um evento que Londres não regista desde a morte, em 1965, de Winston Churchill, que liderou o país durante a Segunda Guerra Mundial.

Os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, da França, Emmanuel Macron, do Brasil, Jair Bolsonaro, assim como os monarcas da Espanha, Suécia, Noruega, Luxemburgo, Mónaco, Bélgica e Holanda, além do imperador japonês Naruhito, acompanharão o funeral de Estado na Abadia de Westminster .

Alguns dos chefes de estado já estão na capital britânica, como Joe Biden, que desembarcou no sábado à noite com a esposa Jill, e o primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau, que se reuniu no sábado com o rei Carlos III e outros representantes da Commonwealth.

Leaders and representatives of countries around the world have been signing the Book of Condolence at Lancaster House in memory of Her Majesty The Queen.

See the pictures on our Flickr page: https://t.co/PSBDfuzGPD pic.twitter.com/cC6WQeG0Y6

– Foreign, Commonwealth & Development Office (@FCDOGovUK) September 18, 2022

A quantidade de líderes mundiais e o tamanho do funeral representam um desafio de segurança “maior que os Jogos Olímpicos de 2012” , segundo o vice-comissário da Scotland Yard, Stuart Cundy.

Os governantes devem ainda comparecer durante a tarde a uma receção oferecida por Carlos III no Palácio de Buckingham.

O evento deve incluir o encontro do rei Felipe VI da Espanha e do seu pai, Juan Carlos I – uma reunião que não acontece desde que Juan Carlos I foi viver para os Emirados Árabes Unidos em 2020 após a divulgação de que sua fortuna estava sob investigação.

A rainha consorte Camilla Parker Bowles destacou que Isabell II foi uma “mulher solitária” num mundo de homens, numa mensagem que transmitirá à nação pouco antes do minuto de silêncio que será respeitado às 20H00, de acordo com um excerto já divulgado.

“Não havia mulheres primeiras-ministras, nem presidentes. Ela era a única, sendo assim penso que forjou seu próprio papel”, afirma a esposa do rei Charles III, que nunca esquecerá, segundo suas palavras, os “maravilhosos olhos azuis” da rainha, que faleceu aos 96 anos.

A National Moment of Reflection will take place with a one-minute silence at 8pm BST tonight.

We will mourn the death of Her Majesty The Queen, and reflect on her life and legacy. pic.twitter.com/IKHqCgQ4mm

– Foreign, Commonwealth & Development Office (@FCDOGovUK) September 18, 2022

Cortejo acompanhado por um milhão de pessoas O funeral desta segunda-feira começará com o transporte do caixão da rainha, que está no Parlamento britânico, para a Abadia de Westminster.

Às 11H00 começará a cerimónia fúnebre oficial com o deão de Westminster, David Hoyle, e com Justin Welby, líder espiritual da Igreja Anglicana, da qual o monarca da Inglaterra é o chefe desde o rompimento de Henrique VIII com Roma no século XVI.

Após a cerimónia, o caixão de Isabel II será levado pelos militares pelas ruas de Londres até o Wellington Arch, em Hyde Park Corner, num cortejo que deve ser observado por um milhão de pessoas.

A partir deste ponto será levado de carro até ao Castelo de Windsor, a 30 quilómetros de distância, onde acontecerá uma nova cerimónia fúnebre, apenas para a família, e o enterro.

Desde sábado, 48 horas antes do cortejo fúnebre, muitas pessoas já estavam posicionadas nas ruas do trajeto.

“A noite foi fria, mas vale a pena”, disse Carole Budd, uma professora de 65 anos, que está perto de Westminster.

“Assisti ao funeral de Diana Spencer quando era adolescente, diante da Abadia de Westminster, e o ambiente era incrível”, recordou Magdalena Staples, de 38 anos e acampada na Praça do Parlamento, ao citar a despedida da primeira esposa de Carlos III.

A Abadia de Westminster tem capacidade para 2.200 pessoas. Do lado britânico estarão presentes a família real, a primeira-ministra Liz Truss, ex-primeiros-ministros e outras personalidades.

Também estarão na igreja quase 200 pessoas condecoradas pela rainha em junho deste ano, incluindo profissionais de saúde que participaram na resposta à pandemia de covid-19.